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Blog sobre tecnologia, entretenimento, política e cultura pop!

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Vazamento de contas do Facebook: veja como se proteger

Recentemente o Facebook anunciou mais uma violação na segurança de seu sistema que afeta potencialmente mais de 50 milhões de usuários. Fatos como esse evidenciam a importância de boas práticas de segurança na internet. Algumas pessoas podem não considerar relevante ou importante sua conta no Facebook, entretanto há informações detalhadas sobre sua vida pessoal no site. Mesmo que você não use o Facebook com frequência, sua segurança pode estar em risco. Em resumo, a segurança do Facebook foi comprometida e pode ser possível que alguém possa logar na sua conta sem o seu consentimento, mesmo que ela não tenha sua senha. Os cibercriminosos que violaram a segurança do Facebook não conseguiram acessar a senha de ninguém, mas sim os tokens de acesso – pequenos arquivos que os navegadores usam para manter o usuário conectado ao site. Se você recebeu algum aviso incomum do Facebook desde sexta-feira (29/09) pedindo para fazer login com seu nome de usuário e senha, talvez você tenha sido afetado. O que precisamos saber sobre segurança hoje em dia? Para começar, nunca utilize a mesma senha. Melhor ainda, esqueça suas senhas e use um gerenciador de senhas como o LastPass ou o 1Password, de forma a armazenar senhas com alto nível de segurança de uma forma prática. A Kaspersky também oferece soluções para segurança de senhas. Independentemente de você ser responsável por sua própria segurança ou por fazer parte de seu trabalho, considere que as práticas de segurança tradicionais, mesmo que incluam alterações periódicas de senha, estão desatualizadas e que os gerenciadores de senhas são a melhor opção a seguir. Comece a usar um gerenciador de senhas e altere a senha que você tinha na rede social e de outros serviços como Instagram. Depois de alterar, faça uma checagem de todos os sites que você utiliza regularmente e substitua todas as senhas mnemônicas que seu gerenciador de senhas identificar e faça isso de maneira ordenada e organizada, site por site, fornecendo ao gerenciador não apenas o nome do serviço, mas também a página de login. Além disso, você pode ativar a segurança de fator duplo e assim receberá um SMS em seu smartphone toda vez que for feito login de um dispositivo diferente. Caso você queira um nível ainda mais alto de segurança, poderá optar por um dispositivo físico, como o popular YubiKey (ou Yubico), usados pelos funcionários do Google e que agora estão disponíveis para todos. Cada vez mais precisamos de sistemas de segurança que reflitam os tempos em que vivemos. Felizmente, a segurança é cada vez mais conveniente e fácil de usar por usuários padrões. Usar um gerenciador de senhas ou uma chave de hardware está ao alcance de qualquer pessoa e não deve ser visto como algo que complica nossas vidas, mas sim como um procedimento simples que dificulta que as pessoas violem nossa segurança e nossos dados pessoais. Se você ainda não atualizou sua segurança, que esse post seja um lembrete para fazer isso o quanto antes.

Edu

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Se as eleições fossem hoje, em quem quem você votaria?

Caros amigos do site Tinano, estamos cada vez mais próximos de decidir o futuro do nosso país. Em outubro iremos exercer o direito da democracia e escolher os cargos públicos para Presidente, Governador, Senadores e Deputados Estaduais e Federais.  Postei uma enquete informal no site para saber a opinião dos membros do site a respeito da intenção de voto para Presidente da Republica.  O voto é secreto e não permite múltipla escolha.  Bom voto! 

Edu

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Eleições 2018: a urna eletrônica é realmente segura?

Eleições 2018: a urna eletrônica é realmente segura?   2018 é um ano de importantes decisões para o nosso futuro. Num país atolado em uma crise política e econômica, onde a corrupção e o desemprego estampam diariamente as manchetes dos jornais, o cidadão brasileiro irá às urnas em outubro à procura de uma solução para este cruel cenário. Iremos votar para os cargos de presidente, governador, senador e deputados da esfera estadual e federal. O fato é que desde as eleições de 2014 o Brasil vem se tornando cada vez mais polarizado. A disputa acirrada voto a voto põe em xeque o instrumento central da democracia brasileira: a urna eletrônica. A ideia de desenvolver um sistema eletrônico capaz de contar os votos surgiu no fim da década de 1980. O propósito era para que o processo de contagem fosse mais ágil, além de mais seguro e confiável. Naquela época, algumas artimanhas eram bastante conhecidas, como o famoso voto formiguinha, onde o eleitor ia para a votação munido de uma cédula falsificada, votava com ela e depois pegava a cédula verdadeira para fazer outras falsificações. A apuração dos votos também apresentava fraudes que colocavam em risco a democracia. A ideia da urna foi amadurecendo e em 1996 os brasileiros conheciam as primeiras urnas. Hoje o Brasil figura no mundo como o único país a possuir um sistema eleitoral 100% eletrônico. Em 2014, logo após a eleição, o Supremo Tribunal Eleitoral (TSE) recebeu diversas denúncias de irregularidades apresentadas nas urnas. Nas redes sociais internautas propagavam relatos de que determinado candidato não aparecia na urna quando digitado seu número. Até mesmo um vídeo com a urna sendo filmada (o que é crime) surgiu mostrando problemas ao digitar. Um dos partidos inclusive pediu auditoria das urnas, o resultado apresentado um ano depois pelo TSE, no entanto, mostrou total lisura das urnas. O professor da Unicamp Diego Aranha é um especialista em criptografia e segurança computacional. Em 2012 Diego foi convidado pelo TSE para realizar testes de segurança do sistema eletrônico de votação. Apesar do pouco tempo dado pelo TSE para que sua equipe testasse a urna, várias falhas de segurança foram encontradas. Segundo entrevistas dadas pelo professor, uma das maiores falhas envolviam o sigilo do voto. A urna eletrônica foi desenvolvida de modo a embaralhar os votos de forma aleatória, como no voto impresso onde as cédulas vão caindo na urna e no final não se sabe a ordem de votação. No entanto, após eleição simulada durante os testes, foi possível saber a ordem da votação e com poucas informações externas era possível saber como votou cada eleitor. Isso é muito grave, mas as falhas não pararam por aí. Foram descobertas várias falhas nos mecanismos que protegem o software de manipulação. Basicamente todas as urnas compartilhavam de um mesmo segredo que era armazenado de forma insegura. Fazendo uma analogia, é como se existisse uma chave mestra que abrisse as portas de todas residências de uma cidade e que era guardada debaixo de um tapete. Em resumo, bastava um agente interno ou externo de má índole para manipular toda eleição. No final de 2017 Diego participou de novos testes de segurança e novamente novas falhas foram encontradas. De acordo com o mesmo, as falhas anteriores foram revisadas e o sistema foi aprimorado. No entanto, ainda foram encontradas diversas vulnerabilidades no código fonte das urnas. O trabalho de Diego e sua equipe se concentrou principalmente em injetar um código de autoria deles que conseguisse manipular de várias formas a votação, tendo conseguido este feito. É necessário destacar que mais uma vez os testes foram realizados em um período muito curto, os profissionais não tiveram tempo de testar todo o sistema de segurança. Sobre esse fato cabe aqui registrar a opinião deste autor que não concorda com essa prática do TSE. Se o tribunal quisesse transparência, deveria estender os testes para o período que fosse necessário para realizar todas as análises. Contrapondo o tempo que as urnas ficam paradas sem utilização com os míseros dias para testes, o que vejo é um interesse superficial do TSE em descobrir falhas. Pensar num sistema 100% seguro e eficaz beira o impossível. O que deve ser melhorado além da segurança é a forma como os votos são apurados. Um sistema totalmente eletrônico faz com que somente uma pequena parcela da sociedade formada por programadores e técnicos consigam conferir as urnas. O eleitor então não consegue saber se realmente seu voto, ou melhor, seu desejo de manifestação democrática foi registrado. A Alemanha passou por um processo de desconfiança similar ao do Brasil. Até 2004 o país utilizava urnas semelhantes as brasileiras. Porém, devido às falhas de segurança encontradas o sistema não foi considerado seguro. Além disso, em 2005 a justiça alemã considerou a utilização de urnas eletrônicas inconstitucional, visto que uma eleição pública implica que qualquer cidadão possa gozar de meios para averiguar a contagem de votos, sem possuir, para isso, conhecimentos especiais.  As eleições deste ano no Brasil estavam marcadas para acontecerem por meio das urnas eletrônicas e com a impressão do voto. O eleitor após confirmar seu voto na urna, acompanharia a impressão de seu voto que em seguida seria depositado em um local fechado, não havendo contato entre o eleitor e o registro impresso. Dessa maneira a sociedade teria uma nova ferramenta para conferencia. Contudo, nesta última quarta-feira (06/06) o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu suspender a adoção do voto impresso alegando que esta ação colocaria em risco o sigilo e a liberdade do voto, o que segundo o tribunal, violaria a Constituição. Essa decisão do STF deverá ser revista no futuro, pois a medida de impressão dos votos partiu do Congresso Nacional que representa o desejo do povo e por isso deveria ser respeitada. Instituições de segurança como a Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) destacaram a importância do voto impresso para a garantia da segurança das eleições. O debate deve continuar e a sociedade deve se manifestar. Caro leitor, qual a sua opinião sobre o voto eletrônico? Deixe o seu comentário!

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