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Leovaldo Tinano

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Tinano

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  1. Romualdo Sena - Saudades Parabéns pelo seu dia Hoje! vovô
    A CHEGADA DE SARARÁ NA TUNA

    Em 1942 tem início a parceria entre Tuna Luso e o famoso jogador de futebol chamado Romualdo Sena, popularmente conhecido como SARARÁ.

    SARARÁ, nasceu do dia 7 de fevereiro, no bairro da Pedreira, em Belém do Pará. Filho de José Belém Sena e Luiza Martins de Sena. Atualmente é casado com a senhora Elza da Silva Sena, nascida em 1931, com quem teve oito filhos (Ednéia, Eliana, Edilma, Elizabeth, Eva, Edna, Antônio, Edvaldo, além de Ausli de criação), 15 netos e 5 bisnetos.

    SARARÁ teve uma infância igual aos demais garotos de sua época e sempre gostou de jogar futebol. Em 1942, quando completou 14 anos, foi levado para jogar futebol num clube chamado Transviário, time da extinta Pará Eletric, de Belém e já extinto, que na época ficava localizado em frente ao atual Colégio Gentil Bittencourt. Ali iniciou sua trajetória no futebol jogando como ponta direita nas categorias juvenil e aspirante. Ficou no Transviário até 1943 quando foi levado para jogar no Payssandu. Neste período Romualdo atuou como centro-avante nas categorias juvenil e profissional.

    Em 1944 SARARÁ foi convidado para jogar na Tuna Luso. Por ser jogador versátil e dinâmico, começou jogando como ponta direita mas logo foi colocado para atuar em outras posições.

    Em 1948 SARARÁ tornou-se campeão pela primeira vez na Tuna Luso atuando nas categorias de aspirante e profissional.
    Em 1950 SARARÁ foi emprestado para o Auto Clube, time já extinto. No Auto Clube aconteceu um fato muito interessante onde SARARÁ teve que jogar como goleiro. “ Naquela partida, contra o Remo, o goleiro Valter apareceu com um caroço debaixo do braço e não podia atuar. Então o Bendelaque, que era o técnico, mandou que eu vestisse a camisa 1. Fechei o gol, a gente empatou com o Remo por 0 a 0, e o Leão foi despachado do campeonato”. SARARÁ teve que jogar no gol sem nunca ter atuado antes nesta posição.
    Ao retornar para a Tuna, não teve conversa, SARARÁ foi logo colocado para jogar como goleiro e assim permaneceu até sua aposentadoria, em 1 de abril de 1979.

    SARARÁ foi emprestado na década de 1950 para fazer alguns jogos amistosos pelo Paysandu e também pelo Clube do Remo. Atuou no Paysandu contra Grêmio, Botafogo e Sport Recife. Pelo Clube do Remo SARARÁ jogou contra ABC-RN, América-RN, Nacional-AM, São Raimundo-AM, Fast Clube-AM e Rio Negro-AM.

    Outro fato interessante relatado por SARARÁ, é que em 1952, quando a Tuna Luso participou da 1ª Copa dos Campeões do Norte/Nordeste, durante o jantar num hotel de Natal-RN, véspera do jogo contra o Ypiranga da Bahia, o centro-avante do time baiano passou próximo dos jogadores da Tuna e jogou uma piadinha dizendo "amanhã eu vou ganhar e não sei quem vai embora!". Os jogadores da Tuna ficaram atentos ao jogador baiano e comentaram entre si que aquele time parecia ser mesmo muito poderoso pois havia vencido o jogo anterior e achavam que iriam vencer fácil a Tuna. No dia seguinte a Tuna entrou em campo e se agigantou, vencendo o Ypiranga por 1 a 0. No final do jogo os jogadores da Tuna fizeram questão de passar próximo do jogador baiano para devolver a piadinha e dizendo "eu vou é ficar por aqui e não sei quem vai embora!". A Tuna foi derrotada na final pelo Náutico de Pernambuco e ficou com o vice-campeonato.
    Continuando com os causos de SARARÁ, ele lembra ainda que em 1959, durante jogo entre Tuna e Paysandu, no estádio do Souza, a Tuna vencia o jogo por 7 a 0 quando aos 45 minutos do segundo tempo o jogador Luciano, do Paysandu, cobrou uma falta próximo da grande área e o goleiro SARARÁ achou que a bola iria pra fora e fez golpe de vista, se deu mal! A bola bateu na trave, voltou em direção ao gol e o centro-avante do Paysandu, chamado "URUBU", aproveitou e voou para acertar uma cabeçada certeira, tirando o zero do Paysandu. Final do jogo Tuna 7 a 1 frente ao Paysandu.

    “Inventei a Folha Seca”
    SARARÁ diz que criou o chute eternizado por Didi
    Por ser considerado o autor da “folha seca”, um chute venenoso, capaz de trair aos goleiros mais hábeis do planeta.
    Os registros históricos confirmam todas as informações acima. Mas não convencem SARARÁ, que ganhou fama no Pará por suas atuações como goleiro, mas que garante ter acumulado outros feitos como jogador de linha. Ele afirma ser o inventor da “folha seca”.“ Em 1938 eu já dava folha seca em limão galego”, assegura Romualdo Sena, ex-goleiro Sarará, que marcou a história da Tuna Luso Comercial (atual Tuna Luso Brasileira) na década de 1950.

    No campinho do Sagrado Coração de Jesus, escola do bairro da Pedreira, região metropolitana de Belém, Romualdo desenvolveu o talento herdado do pai, conhecido por Macaco, ex-ponta-esquerda do União-Esportivo e Seleção Paraense. Romualdo tinha um irmão que era bom de bola e também chamava-se MACACO, falecido em 1996. O jogador MACACO atuou muitos anos pela Tuna e depois tornou-se massagista do time de futebol e posteriormente foi cobrador do clube. Hoje o filho de MACACO, o MACAQUINHO, segue a carreira do pai e é o atual massagista do time de futebol profissional da Tuna.

    A menos de um mês de completar 80 anos, Sarará não se gaba apenas de ter criado o célebre chute atribuído a Didi, bicampeão mundial com a seleção brasileira (1958 e 1962). “Nunca recebi cartão amarelo ou expulsão”, assegura o ex-jogador, que ao fim de sua carreira, em 1966, foi cotado para receber o prêmio nacional Belfort Duarte, que homenageia atletas que foram exemplo de conduta dentro das quatro linhas.

    Enquanto vivia, o cronista Edgard Proença, que dá nome ao Mangueirão, lutou pela estatueta de reconhecimento a Sarará. O detalhe era que a CBD (Confederação Brasileira de Desportos), antecessora da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), não tinha como inserir em seus arquivos os documentos dos jogos disputados por Sarará anteriores a 1954.

    Hoje, o ex-goleiro não faz questão do prêmio, mas acredita que se estivesse jogando por Remo ou Paysandú à época, teria hoje o Belfort Duarte em suas mãos, “já que se trata de equipes que eram mais fortes dentro da FPF (Federação Paraense de Desportos), que discriminava a Tuna”, lamenta.
    http://www1.diariodopara.com.br/Edicoes/2008/01/13/Bola/Bo_15.asp

    POR QUE SARARÁ?
    Perguntado ao seu Romualdo por que era chamado de SARARÁ ele disse que foi devido a um caranguejo, de nome Sarará, que entrou em seu copo e, sem perceber, seu Romualdo foi alvejado pelas patas do o pequeno crustáceo que apertou o seu nariz. Os amigos que estavam próximo viram tudo e passaram a chamá-lo de SARARÁ.
    Ao seu Romualdo, o "SARARÁ", nossos agradecimentos por tudo que ele proporcionou ao futebol e aos amantes deste esporte!

    Principais títulos que SARARÁ conquistou pela Tuna:
    1948 (campeão de aspirante e profissional)
    1951 (campeão profissional - foi reserva do conhecido Dodó)
    1955 ((já titular absoluto no Super Campeonato de quatro turnos)
    1958 (campeão profissional)

    SARARÁ finaliza citando a conquista do Super-Campeonato invicto da Águia de 1955, que contou com:
    SARARÁ; Mário Ney e Nonato; Maneco, Sátiro e Muniz; Acapú, China, Estanislau, Texeirinha e Juvenil, tendo Nagib Matni como técnico.

    “ Aquilo que era time, que jogava por amor à camisa e não fazia problema com a diretoria como fazem hoje jogadores que não tinham metade daquele futebol”.

    Fontes:
    Relatos ouvidos do próprio jogador SARARÁ (maio/2008) que atualmente reside na rua Jandaia, 29, conjunto Benjamim Sodré, Belém-PA.

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